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Trabalhadores exigem debate sobre o fechamento dos postos

CRICIÚMA - O Fórum Regional Sul de Saúde do Trabalhador, que reúne 43 entidades comunitárias, sindicais e universidades das três microrregiões que formam o Sul do Estado, reunido nessa quinta-feira na Câmara de Vereadores de Criciúma decidiu promover um encontro com o Conselho Municipal de Saúde de Criciúma, o futuro secretário da Saúde, Paulo Conti e o prefeito eleito Clésio Salvaro, para debater a proposta anunciada de fechamento de unidades de saúde e demissão de servidores do setor.
"O fechamento de postos de saúde e demissão de servidores do setor são ações que não podem ser realizadas sem um debate aprofundado com a sociedade civil e os representantes das entidades", disse ontem após o encontro do Fórum Regional Sul de Saúde do Trabalhador, o coordenador da entidade, Júlio César Zavadil, considerando prematura a decisão sem a discussão com os interessados e usuários dos serviços. "Por isso queremos reunir o Fórum, com suas 43 entidades, o Conselho Municipal de Saúde, além do prefeito eleito e o futuro secretário de Saúde", disse Zavadil.
A intenção, conforme o coordenador, é que o encontro aconteça até o dia 15 de dezembro, antes da posse do novo governo. "Vamos a partir de amanhã (hoje) iniciar os contatos com a assessoria do prefeito eleito para agendar a data dessa discussão". O Fórum ainda decidiu promover um ato, entre fevereiro e março do ano que vem, em âmbito estadual contra o atendimento prestado e procedimentos dos peritos do INSS, que mesmo não sendo especialistas, rejeitam atestados e laudos emitidos por especialistas e tiram trabalhadores de benefício antes que estejam completamente recuperados para retornar ao trabalho.
O Fórum Regional Sul de Saúde do Trabalhador definiu na mesma plenária da Câmara de Vereadores se engajar na "Marcha a Brasília", no dia 3 de dezembro, para pressionar o governo federal a eliminar o fator previdenciário dos cálculos para concessão de aposentadoria, que reduz os redimentos dos trabalhadores aposentado. "Não aceitamos a barganha que o governo federal quer fazer, ampliando o prazo de contribuição para acabar com o fator previdenciário", concluiu Zavadil.














 
 

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