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Natal na visão evangélica

Criciúma - A época do Natal é, sem dúvida, a mais esperada do ano. A vida fica mais acelerada, o clima mais ameno e o comércio aquecido. O glamour das peças publicitárias e o brilho nas decorações ao todo redor, resgata o sentimento fraterno. Apesar de termos consciência do consumismo, o espetáculo é contagiante. Mesmo assim, muitos são acometidos por um vazio existencial em busca de um sentido que o coração não sabe ao certo identificar. Há entendidos no assunto que explicam esse vazio como a pressão do consumismo, outros pelo saudosismo que a data traz. Mas, afinal de contas, o que pensa realmente a comunidade evangélica sobre o verdadeiro Natal?
O pastor da Comunidade Evangélica Nova Jerusalém (Cenj), Antônio Lalau, expõe sua opinião, citando Isaías 9:6. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, príncipe da paz”. O pastor pede um reflexão aos leitores. “Como você tem comemorado o Natal? Apenas festas, presentes e comida, sem se lembrar do seu significado? O que você tem feito para levar a mensagem salvadora aos seus parentes e amigos? Você sabe cantar lindos cânticos de Natal e refletir em seu significado? Você tem buscado compartilhar com sua família, seus colegas de trabalho, de escola, seus vizinhos, a mensagem do Natal? Como você acha que deveria ser comemorado o Natal em sua célula, na família e na igreja?”.
Para ele, hoje o mundo comemora o Natal, mas de forma errada. Os festejos estão cheios de lendas e desvirtuando o sentido real da vinda de Jesus ao mundo. O pastor cita como exemplo as músicas alusivas ao “Papai Noel”, nas lojas, que dá brinquedos e as famílias se preocupam com presentes e ceias natalinas. “Entretanto, a verdadeira mensagem do Natal é anunciada pelo apóstolo João: “A luz veio ao Mundo”. Natal é tempo de proclamação do Evangelho. É tempo de anunciar que Deus enviou seu Filho Amado para que “todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16)”, explica. A Cenj realiza dia 24, culto natalino seguido da Ceia de Natal que terá no cardápio apenas pão e vinho.
Para o pastor Roberto Albertini, da Igreja Assembléia de Deus, existe três formas de celebrar o Natal. O Natal Bíblico, em sua visão, é aquele que Jesus nasce no coração da pessoa que o aceita e que o recebe com sinceridade. “Tenho visto, isto muitas vezes durante muitos anos, pessoas que deixaram Jesus nascer em seus corações e que também receberam um novo nascimento. Largaram suas velhas vidas, se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus e nunca mais Jesus saiu de lá. Esse é o natal verdadeiro, que alegra o aniversariante, que dá a Ele não somente uma “lembrancinha” no dia 25 de dezembro, mas a vida inteira para que Ele possa nascer, viver e guiar para sempre. É o maior presente que Jesus pode receber”, explica o pastor.
Ele cita também o Natal Litúrgico, o Natal Tradição. “Aprendi que temos que comprar uma árvore de Natal, ornamentá-la, colocar na porta de casa uns enfeites de sinos, comprar alguns presentes e encher a mesa de comida. Alguns não estão nem aí para o verdadeiro significado, desde que cumpram a tradição, tudo bem”. O Natal Ego também é citado pelo pastor. Para ele, significa consumismo, onde as pessoas estão mais preocupadas com o que vão ganhar do que Jesus gostaria de receber, afinal, Ele é o aniversariante. “Aquele natal que nem mesmo Jesus consegue entrar na festa. O natal que agrada a todos menos a Ele”, ressalta. Diante das explicações, pastor Albertini finaliza afirmando que o verdadeiro natal é mais espiritual do que material. É reconhecer Jesus como Deus não somente uma vez no ano, numa data que nem mesmo temos certeza, mas reconhecê-lo e honra-lo todos os dias com nossa gratidão pelo que Ele fez e tem feito por nós.

“Devemos lembrar do aniversário de Jesus”
Para Cristiano de Souza Marcello, da igreja Comunidade Evangélica Luterana Renovada, o Natal significa o nascimento de Jesus, mas na verdade ninguém sabe ao certo quando Jesus nasceu. “Existem muitas teorias e pensamentos a respeito disto. A única certeza que temos é que Ele nasceu, morreu e ressuscitou”, diz. Ele acrescenta que quando comemoramos o Natal, devemos nos lembrar que o aniversariante é Jesus Cristo, não um simpático velhinho de roupas vermelhas e barbas brancas. Mas sim, um homem que mesmo sendo Deus, abriu mão de toda sua glória e riqueza para vir a um mundo onde a maioria das pessoas o rejeitaria e o faria sofrer, simplesmente para estender a mão para aqueles que eram a razão de seu sofrimento.
Na sua visão, o espírito natalino nada mais é do que uma amostra de como nos comportamos quando Jesus está presente em nossas vidas, é o foco de nossa atenção.
Neste natal, podemos tranquilamente trocar presentes (eu mesmo vou presentear e espero ser presenteado) mas não podemos deixar de celebrar a vida daquele que nos amou. Jesus não é mais um menino que dorme mansamente numa manjedoura, muito menos um homem ensangüentado que padece numa cruz de madeira. Ele é o Filho de Deus, enviado para salvar os homens, sendo o único caminho de salvação e redenção “ninguém vem ao Pai senão por mim”, João 14:6. “Neste Natal, entregue sua vida para o autor da vida, pois tenho a certeza que se você assim o fizer, este será o seu melhor natal. Que Jesus Cristo abençoe sua vida e sua família e que 2009 seja um ano de surpresas”, finaliza.






 
 

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